terça-feira, 26 de abril de 2011

ESTAMOS PATROCINANDO A LUTA CONTRA QUALIDADE DE VIDA!

Mesmo sem perceber,o ato de consumir é muito mais complexo de apenas concretizar o desejo de possuir, ter... Estamos fazendo também escolhas que podem afetar diretamente na nossa própria qualidade de vida. Um exemplo disso, é o fato de estarmos a mercê de produtos MADE IN CHINA. Quase perdemos o direito de escolher, pois se prestarmos atenção e lermos melhor as embalagens de quase tudo que consumimos, vamos encontrar lá a informação: made in china! 
Pare para pensar: Como uma empresa consegue lucrar mais importando um produto do que se o fabricar no seu próprio país? Hoje em dia, milhares de indústria apenas importam suas mercadorias, já embaladas em caixas prontas para serem enviadas ao varejo, que chegam em containeres vindos diretamente da China. Os empregados das empresas importadoras tem apenas o trabalho de abrir as caixas e conferir se está tudo certo, adicionar algumas informações em português na embalagem (que geralmente é substituída), como o manual de instruções, por exemplo. Hoje em dia é mais barato agir desta forma.
Como os chineses conseguem essa façanha!? Exportar para o mundo todo com preços tão baixos que agridem todo o mercado internacional... Qual o problema disto tudo!? Na China, as leis trabalhistas não conferem muitos direitos aos empregados, que trabalham em jornadas de trabalho de até 16horas diárias, ganhando remuneração com "baixíssimo" poder de consumo, sem 13º salário, e vários outros direitos que nós brasileiros conquistamos nas nossas leis trabalhistas. Se coloque no lugar de um empresário buscando uma forma de aumentar o faturamento de sua empresa... quando "importar" significa ganhar mais, trabalhado menos, com menos despesas, essa será a estratégia adotada, é o óbvio! 
20091201-made-in-china-01
Agora se pensarmos no empresário brasileiro que se vê impotente diante baixa competitividade dos seus preços com os da concorrência, principalmente de produtos made in china, acaba impedido de expandir seu negócio, além de nem poder pensar em oferecer melhores salários para seus funcionários, etc. Isto se não for obrigado a reduzir o número de funcionários, ou aumentar a carga horária, ou diminuir salários... ou seja, quando compramos made in china, estamos "puxando" a economia para uma situação retrógrada, de diminuição da qualidade de vida das pessoas nos seus países, uma vez que a tendência é de se buscar seguir  "receitas" de economias que crescem (financeiramente). Este tipo de filosofia praticamente  "escraviza" seu povo, numa condição de vida inferior, onde ele acabe se submetendo a trabalhar sob qualquer tipo de situação adversa imposta pelo patrão, para poder apenas "sub existir", impondo um ciclo vicioso e sem saída de submissão social. Somado  a isto, eles possuem uma moeda extremamente desvalorizada, (uma situação que é criticada por outros países) onde os chineses conseguem invadir todo o planeta com qualquer produto por um valor bem abaixo dos preços dos países que importam de lá. 



Se pararmos para pensar neste caso, a longo prazo, o barato vai sair muito caro. Existem muitos grupos de pessoas que lutam por mais direitos aos trabalhadores em pról de uma melhor qualidade de vida, com menor carga horária, ambiente de trabalho saudável, salários que proporcionem dignidade ao trabalhador, estabilidade... E existe uma corrente contrária que passa quase despercebida, como se fosse invisível, de uma rede de consumo que patrocina a tendência dos meios de produção irem na direção da realidade que os trabalhadores chineses vivem, como uma forma do resto do mundo poder competir num mercado de desigualdades.
Pense nisso!
Santa sent all production to China. Please help.  by Corbett, Jack

domingo, 17 de abril de 2011

Burro de carga tributária parte 2

Mais lenha para nossa fogueira: realmente a máquina pública brasileira "É" a mais cara do mundo!!!! 
Se levarmos em consideração no congresso nacional apenas senadores e deputados, gastamos 10,2 milhões para pagar seus salários. Vamos comparar com outros países para ter uma idéia quanto que eles gastam com seus parlamentares ao ano: 
Itália - 3,9milhões
França - 2,8milhões
Argentina - 1,3milhões
Espanha - 850mil (não errei não, é mil mesmo!)
O valor de 10,2milhões do Brasil é sem levar em consideração a assembléia legislativa...
Nós contribuintes pagamos sem reclamar R$11.500,00 por minuto para sustentar cada parlamentar. 
Deve ser bom governar um país onde o povo detesta política, e quando resolve fazer protesto, o faz de forma incompreensível, como votar em personagens como Tiririca, por exemplo. Como diria Arnaldo Jabor, o povo brasileiro não é alegre, é babaca! confira mais no youtube: 
http://www.youtube.com/watch?v=eySRDPHO8XM&feature=player_embedded
Assista também por Arnaldo Jabor


http://www.youtube.com/watch?v=5Y6HSHwhVlY&feature=related

ciclovias já!!

Ciclovias já!, Já virou até clichê esta frase, de tanto ser repetida inúmeras vezes por movimentos organizados por associações ou grupos de ciclistas. A realidade é que a cada ano que passa, torna-se mais necessário que o planejamento urbano das cidades seja voltado para a bicicleta. Hoje em dia, com o crescimento econômico do país, torno-se muito fácil a aquisição de um automóvel ou motocicleta. No primeiro emprego hoje o jovem já consegue arriscar em comprar seu "sonho de metal" financiado, que vai muito além de um meio de transporte: também oferece status...Quem usa bicicleta no dia-a-dia, deveria ser respeitado e admirado pois além de ser um exemplo a ser seguido, ele não está poluindo o ar que respiramos e é um carro a menos atrapalhando o trânsito. Ao invés disso, muitas pessoas tem vergonha de andar de bicicleta (isso mesmo, VERGONHA!!) pelo fato de não oferecer status social, e em muitos locais, andar de bicicleta parece um risco a própria  vida, pois além de não haver local adequado para transitar, nenhum veículo automotor tem o mínimo de respeito, e muitos parecem não ter respeito algum pela vida alheia. Quem usa bicicleta, sabe do que estou falando. E num país emergente, ainda pobre (pelo fato da riqueza ser mal distribuída) e capitalista, não é difícil de entender como um "cidadão" de visão social reduzida acaba tendo este comportamento de discriminação da bicicleta.  

Cidades como Copenhague, na Dinamarca, Bogotá, na Colômbia e Amsterdam na Holanda, por exemplo, colecionam importantes avanços com a priorização de ciclovias, ao invés de veículos. Na capital holandesa,onde as crianças aprendem na escola a importância da educação no trânsito, encontra-se a maior concentração de bicicletas do mundo. Por meio de ciclovias, os pedestres podem chegar aos principais pontos da cidade, que também conta com estacionamentos e passarelas exclusivas para as bicicletas. O objetivo é deixar o local mais humano, sociável, além de diminuir a poluição e preservar o meio ambiente.Assim como Amsterdam, a cidade de Copenhague oferece boa infra-estrutura para uso de bicicletas. Como um em cada três habitantes utiliza este meio de transporte diariamente, é comum ver nas ruas da capital dinamarquesa pessoas indo de bicicleta ao trabalho e à universidade.









Exemplo de uma ciclovia planejada, com espaço físico adequado e bem sinalizada
Parece bem seguro!
 Na América do Sul, o bom exemplo vem da capital colombiana. Desde 1998, Bogotá tem desenvolvido medidas e melhorado seu planejamento urbano para diminuir o número de automóveis que circulam pela cidade incentivando, por consequencia, o aumento na quantidade de ciclovias e bicicletas, que acarretará numa maior mobilidade urbana. Quando a cidade possui planejamento para o uso da bicicleta, acaba encorajando os cidadãos a optarem por este meio de locomoção para irem trabalhar, estudar, sair para seu lazer, etc. Para se ter uma idéia, sem fazer esforço algum, numa bicicleta sem marcha, anda-se a uma velocidade média de 15Km/h. Isto significa que que você levará 30min para percorrer uma distância de 7,5Km sem se cansar ou ficar suado. De carro, levará 10min (se não houver engarrafamento ou trânsito lento) para realizar o mesmo trajeto, mas sem benefício algum para a sua saúde.

Não bastam ciclovias, deve haver toda uma infra-estrutura junto, como ônibus que permita o transporte da bicicleta, nas rodoviárias ou terminais rodoviários devem haver locais específicos para guardar seu meio de transporte ecológico, e por ai vai.


Este é um bicicletário de uma estação de trem. Como no Brasil o transporte rodoviário é predominante,  esta estrutura deveria estar disponível em rodoviárias e terminais de transporte público.
Este é um vagão de trem destinado exclusivamente para pessoas que precisam levar sua bicicleta para completar seu percurso ao seu destino final. Também disponibilizado para cadeirantes e carrinhos de bebê. Novamente salientando que nosso transporte público é baseado em ônibus, deveriam haver alguns deles com espaço para esta finalidade.
 A soma de vários fatores que facilitem a acessibilidade da bicicleta no meio urbano, tem relação direta com a sustentabilidade do transporte, que já vive o caos nos grandes centros, e que infelizmente este é o cenário para onde caminham as demais cidades com economia em crescimento.

Então ficam as dicas: participe de ações que promovam ou reivindiquem ciclovias na sua cidade; vote em gestores políticos que possuam projetos neste sentido; E não deixe de fazer o principal: usar a bicicleta!!

domingo, 3 de abril de 2011

Burro de carga! Carga tributária...

Interessante que todas as leis que visam beneficiar apenas a população, dificilmente são regulamentadas. Uma delas é a do parágrafo 5 do artigo 150 da constituição federal, que aguarda já por 22 anos para que os deputados federais a regulamentem para que possa ser aplicada. Esta lei obriga que o valor dos impostos cobrados sobre produtos sejam informados com exatidão para o consumidor. Só para lembrar: o valor médio da carga tributária sobre o preço final dos produtos no Brasil é de 83,07%. 
Para um ser humano ter uma vida digna, precisa se alimentar bem, ter moradia salubre, roupas para se proteger do clima, acesso a saúde e educação. Vamos então ver o valor do imposto que incide sobre alguns produtos e serviços
 indispensáveis para sobreviver:


MORADIA
Produto
Imposto (%)
Casa popular
49,02
Conta de água
29,83
Conta de luz
45,81
Conta de telefone
46,65




ALIMENTAÇÃO
Produto
Imposto (%)
Feijão
18
Arroz
18
Carnes (bovina, aves, peixes)
18
Leite
19,24
Ovos
21,79
Frutas/Verduras
22,96






VESTUÁRIO
Produto
Imposto (%)
Roupas
37
Calçados
37,37


E se você quiser curtir, ingerindo álcool:


BEBIDAS ALCOÓLICAS e CIGARROS
Produto
Imposto (%)
Cachaça
83,07
Cerveja
56
Vinho
46
Cigarros
81,65


Vamos imaginar um cenário onde esta carga fosse redistribuida, levando-se em consideração que uma menor carga tributária facilitaria financeiramente o acesso dos cidadãos as necessidades básicas:


MORADIA
Produto
Imposto (%)
Casa popular
10
Conta de água
10
Conta de luz
20
Conta de telefone
20




ALIMENTAÇÃO
Produto
Imposto (%)
Feijão
5
Arroz
5
Carnes (bovina, aves, peixes)
5
Leite
5
Ovo
5
Frutas/Verduras
5


VESTUÁRIO
Produto
Imposto (%)
Roupas
25
Calçados
25



BEBIDAS ALCOÓLICAS e CIGARROS
Produto
Imposto (%)
Cachaça
137,73
Cerveja
111
Vinho
211,32
Cigarros
136,31



Qual foi a mágica? Apenas somei os valores retirados dos produtos e serviços de primeira necessidade, que foram incluídos aos impostos de bebidas alcoólicas e cigarros (produtos supérfluos). Claro que redistribuir carga tributária não é tão simples assim, porém não é complicado. Você deve estar se perguntando: -Será que ninguém teve esta idéia antes? Sim, todos políticos tem esse conhecimento, porém ninguém quer tocar na ferida, e muito menos trabalhar de verdade, por a mão na massa. O que falta é apenas vontade política! 
Os impostos pesam no nosso bolso, porém são necessários para fazer a manutenção do sistema, do estado, etc, manter tudo funcionando. Mas vamos falar mais um pouco sobre tributos para concluir esse texto.
Abaixo, uma tabela com ranking simplificado da carga tributária sobre salários:

CARGA TRIBUTÁRIA SOBRE SALÁRIO
País
Imposto (%)
1º - Dinamarca
43,1
2º - Brasil
42,2
5º - Finlândia
31,7


Pagamos então praticamente o mesmo valor de impostos que os dinamarqueses sobre nossos salários, porém, nossos amigos nórdicos dispõem de serviços públicos que nem conseguimos imaginar... Por exemplo; Derrepente você adoeceu, e neste momento mais frágil, está necessitando de atendimentos especiais. Através de um número de emergência, em pouquíssimos minutos uma ambulância equipada com recursos de última geração e com uma "tripulação" extremamente capacitada, o levará para algum dos vários hospitais de última geração com todos recursos que possam existir na área da saúde, com  equipes de médicos especialistas de todas as áreas.
Seu filho precisa ir a escola!? Então basta matriculá-lo numa das milhares de escolas públicas, que possuem toda estrutura e profissionais para que ele seja o que quiser na vida (profissionalmente). Ensino fundamental, médio, técnico, superior, tudo o que precisar, é só procurar e estudar. Escolas particulares existem para os coitados que não conseguem acompanhar a escola pública.
Ah! você perdeu o emprego!? Neste caso o serviço social da sua cidade, através do seu perfil profissional vai procurar um novo emprego para você, enquanto fica em casa recebendo seguro desemprego. O detalhe é que pode-se escolher o emprego que lhe for mais conveniente ao invés de aceitar o primeiro que oferecerem. 
Não tem condições de comprar moradia? O serviço social da sua cidade irá instalar você num apartamento de um condomínio popular que possui espaço e cômodos para a sua família, com todo o conforto mínimo que se necessita num país com clima "gelado". E lhe ajudam a mobiliar o imóvel. É verdade que existem moradores de rua, mas o são por opção pessoal, por desapego material, como se fossem "hippies urbanos".
Quanto custa tudo isso? 43,1% do salário. E agora vamos pensar um pouco: e o que acontece com os 42,2% que nós brasileiros pagamos sobre nosso salário? O que recebemos em troca? O que custeamos com esse tributo? Então lhe respondo: Super salários de parlamentares que fazem parte de uma máquina que é considerada uma das mais caras do mundo, obras superfaturadas, mensalões, tráfico de influência, recheio de roupa íntima (caso do dinheiro na cueca), e por estes caminhos nosso dinheiro vai se diluindo.
Não podemos esquecer que é importante pagar impostos, pois estes "deveriam" voltar como benefícios para a população, e manter tudo funcionando, como já foi comentado em outro parágrafo. Então posso afirmar que deveríamos pagar impostos sorrindo, felizes da vida, se soubessemos que cada centavo voltaria como benefício para todos nós. Infelizmente, não é bem assim, tanto é que entre as pessoas que mais sonegam impostos são parlamentares e altos executivos de grandes empresas. Parece que fazem isso porque sabem qual seria o destino dos valores que não contribuiram. Eles encurtam o caminho do retorno e investem o dinheiro direto neles mesmos. Quem paga mais impostos são os assalariados... Irônico, não!?
E a Finlândia, terra do papai noel, com carga tributaria salarial de 31,7% foi eleito o país com uma das melhores qualidades de vida do planeta! Lembre-se que lá paga-se 10,5% menos impostos que no Brasil, e também que o territórios deles é parecido com o estado com o do estado de Goiás (338.145 Km2), contra 8.514.876,599 kmdo território brasileiro.
Vamos prestar atenção nos nossos políticos para que nas próximas eleições possamos tomar decisões mais acertivas, que é o mínimo que devemos fazer! Também participe das reuniões da associação de moradores do seu bairro! Compareça nas seções da câmara de vereadores da sua cidade! Participe de ongs! Afilie-se a um partido político ao qual você se identifique! Faça a diferença!!